Bariloche pela primeira vez - O que ver e fazer em 4 dias #GUEST POST

Foto de Helen Petry
Participo de um grupo no facebook, que fala sobre Bariloche e fiquei impressionada com o autêntico relato da Helen Petry, sobre a viagem dela e do marido para a cidade. Diante disso, resolvi convidá-la para compartilhar conosco. E, para nossa sorte, ela aceitou.

Um relato com todas as dicas para quem vai pela primeira vez à Bariloche, com valores de passeios, restaurantes, dicas, enfim, tudo o que você precisa saber, para fazer de sua primeira vez a Bariloche, uma viagem espetacular e, o melhor, evitar roubadas!!

Começando pela neve: Um relato de viagem em casal a Bariloche - Por Helen Petry

Estivemos pela primeira vez em Bariloche em julho de 2017. Foram quatro dias rápidos e intensos em meio a temperaturas deliciosamente frias, durante a quentíssima temporada de turismo de inverno.

Se houvesse uma definição geral para a nossa impressão de Bariloche, ela seria: serviços medianos, preços altos e paisagens absolutamente maravilhosas.

Amamos, mas como em qualquer lugar, experimentamos aspectos positivos e negativos. Vale lembrar que muito do que é considerado bom ou ruim depende do perfil do viajante. Além disso, algumas coisas que não são muito legais podem ser contornadas com escolhas estudadas e alguma sorte!

Tivemos o prazer de conhecer Bariloche alternando paisagens ensolaradas, chuvosas, nubladas e, ainda bem, nevadas!

Se você estiver indo a Bariloche pela primeira vez, como nós, comece pelo inverno, porque montanhas nevadas são a alma daquele lugar.
Foto de Helen Petry
                         Mirante do Cerro Campanário, vista para o lago Perito Moreno. (Créditos: Helen Petry)

Para contribuir com os próximos viajantes, combinamos relato de viagem com as dicas que surgiram das vivências durante este breve e mágico período. 

Dividimos o relato em três tópicos: alimentação, deslocamentos e passeios.

Alimentação


  • A alimentação dos pontos turísticos e dos restaurantes mais centrais em Bariloche não é muito saudável: dá-lhe queijo, presunto, carne, massa e quase nada de saladas ou grãos. Pode ser bom, mas também pode complicar a vida de quem não está acostumado com comida gordurosa. Vale a pena comprar uns snacks de grãos nos quiosques ou mercadinhos e carregá-los na bolsa, principalmente nos passeios longos.
  • Garrafinha de água também é interessante levar consigo, já que o preço chega a dobrar nos passeios. Por exemplo, no Cerro Catedral pagamos R$ 11 por uma garrafinha de água; em um dos quiosques da Calle Mitre, pagamos R$ 4.
  • Assim como em Buenos Aires, janta-se tarde e as cozinhas ficam abertas até mais ou menos as 23 horas. O maior movimento é das 21 horas para frente. Se quiser menos filas, vá mais cedo.
  • Boas massas: de modo geral, sabem fazer um bom macarrão! A melhor pasta que comemos foi no El Boliche de Alberto, numa das esquinas da Mitre, em que um prato fundo de ravióli ou spaghetti saiu por mais ou menos R$ 30. Boa comida e, surpresa, ótimos preços!
  • Quando você não aguentar mais tanta pasta, carne, jamón y queso, jante no Restaurante Vegetariano. Neste pequeno restaurante de gerência familiar, a comida é leve, caseira e bem preparada. Localiza-se um pouco afastado do centro (Calle 20 de Febrero, 730). Oferecem o prato principal do dia e algumas opções de entrada, além de sobremesas e bebidas. O prato vem montado com porções de coisas diferentes. Servem sucos de frutas naturais da região, como o suco de saúco (planta nativa da Patagônia). E, de quebra, dão um chazinho grátis ao final da refeição. Tem até opção de peixe para quem não consegue abrir mão da proteína animal. Os valores foram bem em conta: 2 pratos e 3 sucos deu aproximadamente R$ 100. Um alívio em todos os sentidos!
Foto de Helen Petry
                    Porções arranjadas e bem temperadas no Restaurante Vegetariano. (Foto: Helen Petry)

  • Com exceções, tais como as relatadas acima, o atendimento dos restaurantes tendeu a ser demorado e mal feito: não sei se porque é alta temporada, ou porque os atendentes estão despreparados ou exaustos, mas fomos em alguns lugares em que parecia haver uma confusão geral instalada, erros nos pedidos, comida mal preparada.


Deslocamentos

Foto de Helen Petry
                         Vista do Lago Nahuel Huapi a partir do quarto no Hotel Tirol. (Foto: Helen Petry)
  • Facilitou a nossa vida de iniciante em Bariloche a hospedagem em um hotel do centro. Ficamos no Hotel Tirol, próximo ao Centro Cívico. O pequeno hotel de 4 andares possui boa calefação, bom café da manhã e, nas instalações, tudo muito certo e ajeitado. Foi uma ótima escolha, baseando-se no custo x benefício. Pegamos quarto com uma linda vista para o lago Nahuel Huapi por um preço justo.
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  • Ao chegar em Bariloche, é uma boa ideia dirigir-se à Central de Informações da Secretaria de Turismo (no Centro Cívico, localizado na Mitre) para pegar mapas, verificar os serviços básicos disponíveis, linhas e horários de ônibus, etc.  Poupamos tempo e dinheiro após estarmos com essas informações.
  • Mesmo sem carro, não faça tudo por agência: nossos passeios mais tranquilos foram aqueles em que decidimos o roteiro e seus horários e usamos o ônibus urbano ou remis/táxi. Já tínhamos ouvido comentários sobre uma generalizada má qualidade dos serviços das agências de lá e, realmente, a nossa experiência com a agência indicada pela operadora brasileira não foi muito boa. Depois disso, resolvemos ir ao Cerro Catedral por conta, melhor decisão! Usa-se a linha 55, que passa a cada uma hora. É necessário comprar o cartão do Sube e colocar crédito nos “Kioskos” espalhados pela cidade. Além das linhas municipais que contemplam o turista, o Cerro Otto tem ônibus gratuito próprio
  • Nem sempre remis é mais barato que táxi: a diferença entre eles é ínfima nos trajetos longos, como aeroporto-centro. Usamos remis e taxis, alternadamente, conforme a disponibilidade e o valor apresentado.
  • No aeroporto, quando chegamos, esperamos o táxi por 40 minutos, porque tudo lotou muito rapidamente (os que esperavam remises passaram por situação semelhante). Então, quando chegar, seja ágil ao escolher o transporte.


Passeios

Foto de Helen Petry
                                      Brincadeiras com a neve, claro que teve! (Foto: Helen Petry)

  • A melhor dica para fazer dar certo a lista de passeios em Bariloche é: somente feche o agendamento quando já estiver na cidade. Isto porque o clima muda muito de um dia para outro. De fato, tínhamos traçado um cronograma que foi mudando em adaptação às condições do clima e àquelas apresentadas pelos parques. Por exemplo, no primeiro dia à tarde, após o Circuito Chico, faríamos o Cerro Otto, mas, apesar do clima bom, o parque estava fechado por excesso de turistas. No segundo dia, faríamos o Cerro Catedral, porém a previsão era de chuva sem neve inclusive nos setores mais altos. No dia com previsão de chuva, decidimos fazer o Cerro Tronador porque este passeio dependia menos do clima. No dia com previsão de nevasca, decidimos fazer o Cerro Catedral, para se esbaldar na neve por lá! Acertadíssimo!
  • Fique de olho nas diferenças entre a previsão do tempo na cidade e nos cerros: para isso, combinamos informações do aplicativo comum do celular, do site do Serviço Meteorológico Nacional argentino e do recomendado aplicativo gratuito Nieve Catedral. O aplicativo dá as condições de tempo em cada um dos setores do Cerro Catedral. Foi muito útil porque além de haver condições climáticas diferentes, comparando-se os cerros e o centro da cidade, mesmo dentro dos cerros o tempo varia conforme a altitude do setor. No Cerro Catedral, por exemplo, na base pode estar fazendo 1° C, com chuva; e no setor intermediário pode estar em -2° C, com neve.
  • Se a agenda estiver curta, corte passeios similares: tanto o Cerro Campanário quanto o Cerro Otto são mais ou menos paralelos ao lago Nahuel Hupapi, então pode ser uma boa saída escolher entre um e outro, se necessário.
  • Circuito Chico: é um city tour de belas paisagens e, se for contratado, não tem como escapar das partes chatas: demora um tempo para pegar as pessoas nos hotéis, faz paradas meio sem sentido em lugares em que se você estivesse por conta não iria de jeito nenhum. Mas, ok, foi ótimo porque a vista de lá de cima do Cerro Campanário... UAU! Algumas de nossas melhores fotos são de lá. A subida ao teleférico é paga à parte, mas suba porque senão não vale a pena fazer o circuito por agência.
  • Cerro Tronador: o lugar é incrível, mas não é um passeio fácil de agradar, porque é longo, em estrada ruim, com hora para entrar e sair do parque. Se fizer o passeio contratado, fica-se bastante na mão da agência, como foi o nosso caso. Fomos ao Cerro Tronador em um dia chuvoso; saímos do hotel às 9 e regressamos às 18 horas, em uma van.  Haja paciência turística! Tem um trecho curto em asfalto, mas a maior parte do passeio é em uma estrada de chão nauseante, mas com belíssimas vistas, a partir da entrada (paga) no Parque Nacional Nahuel Huapi. Na ida, foram 2 paradas rápidas em mirantes e 2 paradas para banheiro e café/almoço) em locais de péssima infraestrutura. Comida ruim e cara. Banheiros sujos e velhos. Na medida em que as vans estacionavam, os ambientes enchiam-se de turistas meio irritados (quem não ficaria?). Até que depois de um tortuoso caminho, chegamos ao destino, o Cerro Tronador, maior pico da região, divisa da Argentina com o Chile. Vou dar o braço a torcer, o lugar é impressionante, daqueles em que a natureza faz a gente se curvar à sua potência, sabe? Paisagem linda, grandiosa, forte. Todo o mal-estar do passeio se desfez ali.
  • Momento roubada no Cerro Tronador: infelizmente, no nosso caso, além das dificuldades geradas pelo tipo de excursão, o que não ajudou foi que o motorista/”guia turístico” da agência não tinha o menor perfil para o que estava fazendo. Ele tinha pressa em terminar a excursão, respondia rudemente, fazia piadas sobre o gosto dos brasileiros. Nem dá para culpar o grupo, comportado como carneirinhos. O guia nos fez voltar do Tronador mais de meia hora antes do necessário e nos “trancou” em uma van abafada por vinte minutos antes do necessário na tal da fila de retorno. Quando pedimos para ligar a ventilação, a resposta foi: tira o casaco. Depois do tempo inútil trancafiados na van e após uma hora rodando em estrada de chão, pedimos para ir ao banheiro em um dos paradouros, o que o famigerado guia se negou a atender, mas, a contragosto, acabou parando nos banheiros da guarita do Parque. Com chuva tudo fica pior, inclusive nossa disposição em aturar serviços ruins. O problema é que a paisagem amansa a gente até demais... Recomendaríamos o Tronador mesmo assim? Com certeza! Mas informe-se sobre as condições do passeio na agência ou sobre como fazê-lo por conta.
Foto de Helen Petry
                      O Ventisquero Negro e a majestosa beleza do Cerro Tronador. (Foto de Helen Petry)

  • Informe-se sobre a estrutura e o acesso aos meios de elevação no cerro em que pretende esquiar ou passear: como não nos preparamos antes, escolhemos uma das tardes para ir ao Cerro Catedral para conhecer o funcionamento das pistas, dos teleféricos e das escolas de ski. O Cerro Catedral é um gigantesco complexo de ski e para quem nunca topou com este tipo de local, ele é, digamos, complexo! Os caminhos e teleféricos são restritos conforme o tipo de uso e o nível do praticante.  Foi ótimo porque permitiu não perdemos tempo no dia escolhido.
  • Cerro Catedral: ah, o Cerro Catedral! Sabe o lugar que é o coração da cidade, um resumo do que é Bariloche, um lugar que diz com imagens o tamanho da importância do ski naquela região? Então somente vá e entenda Bariloche. Enterre os pés na neve, ou faça um boneco de neve ou guerra de neve, ou se jogue na neve. Suba pelo menos um dos teleféricos e veja as famílias de esquiadores descendo pelas pistas com a maior destreza. Experiência inesquecível, esquiando ou não!
                    Subida pelo teleférico Princesa I, em Cerro Catedral. (Foto: Helen Petry)

  • Aula de ski para iniciantes: em uma das escolas do Cerro Catedrak, contratamos o batismo de ski, que incluía os passes de acesso às pistas da base e àquelas em que se chega pelos teleféricos Amancay e Princesa I. Foi fundamental ter feito a aula, porque não é simples esquiar. Por duas horas, o instrutor ensinou o básico necessário e depois ficamos esquiando (ou melhor, tentando esquiar) sozinhos pelas pistas. A aula foi em grupo (estávamos em 10). Se você quer somente experimentar e fazer de maneira for fun, vale a aula em grupo.  Se deseja aprender para descer as pistas não-iniciantes, o ideal é fazer aulas particulares e programar mais dias para atividade.
Foto: Helen Petry
                              Aula de ski sob nevasca, em Cerro Catedral. (Foto: Helen Petry)

  • Calle Mitre, o centrinho de Bari: reserve pelo menos meio período para dar umas voltas pela Mitre, pelo Centro Cívico e pela 12 de outubro (paralela ao lago Nahuel Huapi e à Mitre). Sábado é um bom dia, pois tem feiras, músicas e mais agito.

Esperamos ter colaborado com os próximos “brasiloches”! Boa viagem e tenha certeza que valerá a pena!


Pode ter certeza, Helen, que teus relatos irão ajudar e muito, a todos, que desejam conhecer Bariloche, Obrigada!!


Veja neste post, o hotel que escolhemos, quando estivemos em Bariloche:

                                DESING SUTES BARILOCHE



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